O Papai Noel não existe !!!=(
Todos que te veem dizem: “Nossa, como você cresceu.”, Seus familiares dizem: “agora ele (a) já é um (a) mocinho (a)”,seus pais dizem: “O tempo passa rápido.” e você se vê naquela situação de: eu não mudei, eu não mudei nada.
Quando criança se você baba quando esta dormindo todos acham fofo, se você bate palma, nossa ,isso lhe traz a maior atenção. Se você fala. Se você fala, seus pais choram de alegria todos que te conhecem ficam orgulhosos, você vira o centro das atenções. E agora que você cresceu babar em quanto dorme é nojento, bater palma irrita, e falar, falar pra que se ninguém quer te ouvir?
Todos os pais reclamam que quando os filhos crescem eles ficam mais distantes, que eles conversam menos, riem menos, fazem menos coisas juntos. Que eles não são mais aquelas crianças fofinha, que eles mudaram. Dizem que é só uma fase ruim, mas não é uma fase. Eu afirmo que nunca mais vou dormir ouvindo meu pai ler “A casa que o Pedro fez” pra mim, ou com a minha mãe fazendo cafuné na minha cabeça. Não é uma fase, é permanente, é pra sempre. Nós crescemos!
O fato de nós termos crescido pode fazer certas coisas mudarem, afinal não somos mais crianças. Agora sabemos que pular da varanda morando no terceiro andar vai doer, sabemos também que jogar “porrolho” nas pessoas que passam pela rua é errado “o que muitas vezes não nos impede de fazê-lo”, que andar com o salto da mamãe anoite não pode, pois incomoda os vizinhos velhinhos do andar de baixo. Aprendemos também que 2+2 =4, ou seja, nosso conhecimento aumentou, nossa ingenuidade acabou, ou só diminui. Porém esses acontecimentos não transformam em nada o fato de que somos pessoas, e como todas as outras, precisamos que nos digam que certas coisas são erradas mesmo que a gente saiba. Precisamos que briguem conosco quando nós fazemos merda? Sim, precisamos, mas mais do que isso precisamos que aplaudam quando fazemos certo, ou pelo menos notem. Toda aquela atenção que tínhamos quando criança acabou todo aquele conto de fadas idealizado por nós como vida, colidiu com a dura realidade, e não teve força o suficiente para aguentar o tranco. As cortinas caíram e agora nos encontramos no meio do palco, sem saber as falas, tendo daquela a única apresentação pra fazer tudo certo, para que no final, quando as cortinas estiverem se fechando novamente, posamos ver todos aplaudindo de pé.
As garotas quando pequenas sonham em se tornarem princesas, morarem num castelo, usarem vestidos encantadores, serem salvas por um príncipe lindo que se apaixona à primeira vista por ela, “viverem felizes para sempre”. Os garotos sonham em ser super-heróis como o Batman, o super-homem, o Ben 10 ou qualquer um dos outros milhões presentes nos programas de televisão e nas revistas em quadrinho, em terem superpoderes e lutarem contra os vilões (não sonham em salvar donzelas, pois garoto quando é pequeno acha as garotas chatas por elas serem mais espertas), o que na concepção deles é o tão famoso “feliz para sempre”. Conforme o tempo vai passando, conforme eles vão crescendo, a vida vai lhes ensinar que nem sempre sorrir é sinal de felicidade, nem sempre palavras vão conseguir expressar seus sentimentos. Eles aprenderão que sonhos, aqueles sonhos que eles tinham quando pequenos, nunca se realizarão e que o “Felizes para sempre” não existe. Eles sabem que o passado já passou e dele restam apenas memórias, que o presente é o aqui e agora. E o que eles sabem sobre o futuro??? Como já dizia Toquinho “O futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda a nossa vida, e depois convida a rir ou chorar… e o fim dele ninguém sabe bem ao certo onde vai dar…”, ou seja, nós não sabemos nada sobre o futuro.
No berço ficaram os momentos de um bebê, com a fantasia foi-se a infância, os sonhos de uma criança. Com o tempo nós crescemos física e mentalmente, evoluímos nosso modo de pensar e nosso modo de agir, isso é natural, mais como todas as mudanças deixamos algo para traz, e dessa vez é a nossa infância que fica pra traz.
Quando paramos para pensar sobre isso, primeiramente ficamos deprimidos, pois descobrimos que tudo que sabíamos era errado, “O Papai Noel não existe!”, e o futuro por nós cobiçado também não. A vida é uma corrida, uma corrida suicida, onde não adianta o que você faça você vai morrer. E é nesse cenário de escarces de opção que temos que optar tudo de uma vez. É nesse cenário de choque pós trauma, de perda do conhecido, que temos que fazer todas as nossas decisões de uma vez só e para sempre, ou pelo menos por um bom tempo. A pergunta mais difícil a ter de ser respondida por nós é: “O que eu vou fazer da minha vida, que caminho seguir?”
Meu herói!!!
A criança acorda no meio da noite, ela precisa fazer xixi! Mas não quer mais fazer na cama, pois já esta bem grandinha e a mamãe disse que crianças grandinhas não fazem xixi na cama. Então corajosamente ela decide enfrentar a escuridão que a cerca, enfrentar todos os possíveis monstros que podem vir a aparecer no caminho e ir até o banheiro. Ela respira fundo, olha para os lados e sai correndo. É uma questão de vida ou morte, ela tem que correr mais rápido que os monstros, ela atravessa o corredor que parece interminável, entra no banheiro e acende a luz. Primeira etapa cumprida! Ela estava segura novamente, podia respirar calmamente e fazer o xixi em paz. Mas a segurança dela não durou muito tempos, ela já tinha feito o xixi e agora ela tinha que percorrer o corredor todo de novo a fim de voltar para o quarto e ela podia jurar que tinha visto um monstro correr atrás dela, ele com certeza estaria esperando ela sair do banheiro para atacar. Quando ela esta começando a se desesperar alguém bate na porta: “Esta tudo bem?”. Sim, agora estava tudo bem o Herói dela tinha aparecido na hora certa, como sempre, para salvar-lhe a pele. Relaxadamente ela sai do banheiro e volta pra cama de mãos dadas com o seu herói e antes dele partir ela se despede: “Boa noite, pai!”.
Corrida suicida
A vida é uma estrada para morte. A cada passo que damos sabemos inconscientemente que estamos dando um passo em direção a ela, e, mesmo assim corremos diariamente… A vida nos derruba nos faz cair de cara para que paremos de correr, como um sinal. Mas nós o ignoramos e nos reerguemos nos levantamos novamente para recomeçar a caminhada, a corrida suicida. Hoje me encontro em um daqueles dias em que você questiona tudo, duvida de tudo, acha que tudo esta errado. E a grande pergunta do dia foi: Porque ou Para quem nos reerguemos?
Quando a vida te da uma rasteira te deixando no fim do poço as pessoas costumam dizer aquela velha frase: “Agora tudo vai melhorar, afinal DO CHÃO VOCÊ NÃO PASSA.”. Eu pessoalmente acho esse concelho uma merda. Primeiro a pessoa esta concordando que você está na pior, o que nunca é um bom consolo. Consolar é te convencer que você não esta na pior e te fazer ver o lado bom, e com essa frase ela está te dizendo indiretamente: ”É amigo você se fudeu.”. Segundo, “do chão não passa”, mas no chão pode continuar. Estar no fim do poço não significa que você vai conseguir escala-lo para voltar para superfície. E talvez a superfície não seja por você tão cobiçada.
A um tempo atrás quando a novela “Viver a Vida” passava na globo, eu assistia as histórias de superação que passavam ao final de cada capitulo. E agora recordando esses momentos eu percebi uma coisa em comum entre todas as pessoas, ou pelo menos 99% das que prestaram depoimento. Todas elas se reergueram pelo “amor da vida delas”. Sendo esse amor, uma pessoa da família, como pai, mãe, irmã (o), filha (o) e etc… Ou o príncipe/ princesa de suas vidas. Ou seja, todas tinham a mesma moral: Vale apena lutar pelo amor. Mas relembrando com mais cautela e usando toda a minha experiência de 14 anos de vida eu parei para pensar o que nos leva a chegar no fundo do poço. E depois de refletir sobre isso por um longo período de um minuto, (não posso refletir mais do que isso pois já é tarde da noite e amanhã tenho que acordar cedo para ter mas tempo de convencer minha avó de ir passar a tarde na casa do meu primo. É vida de adolescente é dura.), cheguei a conclusão de que a maioria das vezes que chegamos à um ponto onde pior não pode ficar na nossa vida a causa esta direta ou indiretamente relaciona ao amor.
Levei um pé na bunda, fim do poço. O meu príncipe morreu, depressão, fim do poço. Meu pai se envolveu numa batida de carro no momento em que se descuidou, pois pediu para eu abaixar o volume do ipod, e agora esta em coma, culpa, fim do poço. Me traumatizei após a separação de meus pais e agora sou um drogado (a), fim do poço. Eles voltaram, mas agora já estou viciado, fim do poço. Meu marido ao ver nosso (a) filho (a) se envolvendo com drogas se suicidou, agora estou viúva e com um filho drogado, fim do poço. Minha mãe não me dá liberdade, fim do poço. Moral da estória: O amor dói.
A frase “todo mundo morre sozinho” daria um ponto final a essa questão, se você ama alguém e esse alguém também te ama, eu me refiro a amor de verdade, então você não estaria sozinho, e mesmo que estivesse fisicamente sozinho você teria alguém, não tornando aquela, a sua hora de partir. Mas eu não me contentei com só isso, pois nem sempre na vida você terá alguém que te ama de verdade e não podia ser tão fácil ao ponto de uma frase terminar com tudo. Então busquei achar outra resposta só que dessa vez me prendi a outro sentimento do ser humano. E outra opção que achei para nos reerguermos a cada tombo foi o medo.
Medo. Medo do desconhecido, de abandonar tudo que você sempre conheceu mesmo isso não sendo lá grande coisa, e partir para algo novo. Medo da dor, medo da perda, medo do abandono, pois mesmo você não tendo ninguém alguém sempre te terá. A cada rasteira que a vida te desse você se levantaria por medo, pois a final o que é a morte? Tudo preto, você não sente, não ouve, não vê? Ou você vai para um lugar bonito onde você encontrará todas as pessoas que você viu partir, e poderá ter com elas uma vida eterna e feliz? Pondo-me no lugar de uma pessoa no fim do poço que tenha que fazer a escolha de voltar a superfície ou não eu acho que o medo da primeira opção me faria levantar e escalar o poço, mas só ele não seria capaz de me fazer voltar a superfície novamente.
Você só é você, se só você for você. Ou seja, mesmo que você conte tudo para alguém esse alguém nunca vai saber tudo sobre você. Ou seja, você sempre estará sozinho, você nasce, vive e morre sozinho. Nesse meio tempo você talvez encontre alguém para amar, deixando brevemente de ficar sozinho, porém esse pequeno momento passa rápido deixando-o sozinho novamente. Então quando a vida te dá uma rasteira você se levantará e depois de tanta reflexão eu cheguei a uma conclusão. Você se reerguerá por causa da esperança, esperança de amar, esperança de que quando você sair da foça você não terá medo, ou seja, esperança de ser feliz. Pois a esperança é a última que morre. E enquanto houver esperança de felicidade nós nunca desistiremos.
